Opinião do Leitor

Posted by João Lemos on Fev 14, 2010

Opinião do Leitor por Luís Rente: enviado dia 12 de Fevereiro de 2010.

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Quem de nós nunca passou tempos infindáveis á entrada da Granja, no lado da estação de caminhos de ferro, dentro de um carro, devido ás más condições de transito que se verificam nessa estrada?

Quem de nós nunca presenciou filas enormes de carros, que quase dão um ar cosmopolita à aldeia, dando até ar de que vivemos numa grande cidade?

E quem nunca presenciou uma ambulância, ou outro qualquer veículo de serviço de urgência, presa no trânsito, à espera de poder passar, só porque não existe o minimo de espaço para dois veiculos se poderem cruzar em simultaneo, como seria de esperar, ainda por cima com a agravante de na mesma zona se efectuar a saída dos passageiros da estação de caminhos de ferro? E que soluções houve, ou haverão para se solucionar este grave problema?

Este problema começou a ser mais discutido, aquando das cheias de finais do ano 2000, início do ano de 2001, em que a Granja do Ulmeiro sofreu as consequencias mais directas e mais graves precisamente na zona da estação de caminho-de-ferro, levando mesmo a demolição da velha estação, e ao derrube de parte do muro, (lado norte), que separa a Rua da Estação, da área ferroviária, em boa hora substituído por rede urbana, transporte, dando maior beleza e integração ao espaço.

Aquando das obras levadas a cabo pela REFER, empresa responsável por toda a infra-estrutura ferroviária, terá havido um contacto informal, por volta de Abril desse ano, por responsáveis da Junta de Freguesia da Granja do Ulmeiro, para que o dito muro fosse recuado alguns metros, de modo a se poder alargar a estrada, e proporcionar uma maior segurança e conforto a todos os automobilistas que nela circulam.

A REFER, terá então manifestado disponibilidade para aceder a tal pedido, desde que o mesmo fosse oficial devendo a Junta formalizá-lo por carta.
Tal nunca veio a ser feito, perdendo-se a oportunidade de solucionar o problema. Sendo a posterior vedação em rede reposto pelo alinhamento do muro existente no seguimento, (em frente ao dormitório).

Chegados a Dezembro desse ano e porque a REFER trabalha com base em planeamentos e orçamentos anuais, sem que houvesse sinal de carta a formular o pedido, realizou-se a reabilitação do muro, e consequente o alargamento da estrada ficou inviabilizado. Sem meio de justificar a cedência de um terreno seu, a REFER não tem alternativa senão reconstruir o muro exactamente na mesma localização onde estava, como podemos verificar actualmente.

Até hoje, ainda ninguém conseguiu explicar cabalmente porque não se escreveu uma simples carta, que qualquer pessoa conseguiria escrever em 10 minutos, e que iria simplificar e melhorar o tráfego na Granja do Ulmeiro.
Alguns anos mais tarde, eis que realmente se tenta fazer algo para melhorar as condições de tráfego naquela rua.
É decidido proibir o estacionamento do lado dos edifícios, de automóveis, excepto táxis e veículos de cargas e descargas que sirvam os restaurantes que lá se encontram.

Uma medida que mereceu a total aprovação da população, e que de facto veio melhorar significativamente as condições tráfego naquela rua.

Mas eis que sem nenhuma justificação, se decide voltar atrás, e permitir que tudo volte ao mesmo. Ou seja, o estacionamento volta a ser permitido, afectando o volume de tráfego, e dificultando a passagem de qualquer veículo que tenha que entrar ou sair da Granja do Ulmeiro.

Assim se resumem as (poucas) tentativas até agora de melhorar as condições naquela via.

Quanto a outras possíveis alternativas, tem-se sugerido reabilitar a antiga “Fábrica de Arroz” de modo a que esta sirva de parque de estacionamento, ou então a construção de uma variante externa que ligue a zona da estação a Gabrielos.

Basta analisar os panfletos de campanha em alturas autárquicas para ver que este tema nunca passa de moda, mas obras e soluções em concreto ainda estão por aparecer.

Opinião do Leitor

Posted by João Lemos on Jan 30, 2010

Enviado por D. Ferreira – 28 de Jan

Os Representantes dos Encarregados de Educação da EB1 da Granja do Ulmeiro, entenderam efectuar em conjunto dos Pais e Encarregados de Educação um  levantamento dos pontos que necessitam de melhoramentos.

Ficou decidido , agendar uma reunião com a Sra Vereadora Dra Ana Treno na C. M. de Soure.

A referida reunião teve lugar no passado dia 11 de Janeiro de 2010, onde lhe foram apresentados os resultados do referido levantamento.

Resultado do levantamento realizado aos encarregados de educação da EB1 da Granja do Ulmeiro, que entenderam que estes são dos pontos que necessitam de uma intervenção urgente.

1.        Os espaços exteriores devem ser melhorados, com a colocação de outro tipo de pavimento, melhorar a iluminação do espaço em especial do lado de trás da escola, retirar o contador da água do local onde se encontra, colocação de um coberto do portão até ao telheiro e uma campainha junto ao portão principal.

2.       O edifício carece de reparação, na parte exterior de pintura e fendas tapadas, o interior necessita também de ser pintado, portas e janelas reparadas, o pavimento de algumas salas também reparado, pois devido a infiltrações o mesmo encontra-se danificado, assim como as casas de banho que não dão uma resposta adequada á quantidade de alunos. A escola após o término da sua construção nunca recebeu qualquer intervenção de melhoramentos interior ou exterior, á excepção de arranjos pontuais de portas e substituição de vidros partidos nas janelas.

3.       A cobertura de lusalite do edifício deve ser substituída, pois coloca em risco a saúde dos alunos e professores.

4.       Mobiliário das salas desadequado para o sistema de ensino, os quadros das salas de aulas não permite uma boa visibilidade aos alunos, as carteiras encontram-se danificadas, em especial os tampos que não permitem um bom desempenho dos alunos a nível da escrita, algumas das cadeiras também se encontram danificadas e o mobiliário dos professores nalguns casos encontra-se também danificado.

Sabemos que tem sido substituído algum do mobiliário e que foram também colocados outros quadros, mas há salas onde existem ainda deficiências a nível de mobiliário.

5.       Os computadores e impressoras existentes nas salas de aula, alguns não funcionam e os que funcionam estão obsoletos e não dão resposta para o dia-a-dia escolar dos alunos e professores. Advém a necessidade de enquadrar o edifício e o mobiliário de acordo com as tecnologias impostas para o bom funcionamento do sistema educativo.

Terminada a reunião a ideia com que os representantes dos encarregados de educação ficaram foi a de que nada iria ser feito a curto prazo, pois vai ser construído na Granja um Centro Escolar e fazer obras seria deitar dinheiro fora.

Mas…

A comitiva da C. M. de Soure resolveu colocar os pneus à estrada e ver a realidade da Escola.

Decidiram que a Escola necessita realmente de obras de melhoramentos, algumas até já começaram e já foi entregue um computador novo.

Saudações Granjenses!!

Opinião do Leitor

Posted by João Lemos on Jan 09, 2010

Alerta de Segurança
O espelho junto ao tunel de passagem inferior da via ferroviaria, a caminho de Montemor-o-Velho, encontra-se partido desde há varios meses.
Sendo esta uma passagem muito concorrida, era de esperar que se arranjasse o dito espelho, de modo a garantir a segurança de quem lá passa, visto a entrada para o tunel ser muito estreita.
Ficam aqui algumas imagens a descrever a situação.

IMG000IMG001Enviado por Luís Rente, em 4 de Janeiro de 2010.

Bússola Eleitoral

Posted by Leandro Rolim on Set 13, 2009

Já todos nós já ouvimos falar nas eleições que se aproximam e de certeza que já vimos algumas imagens dos debates na televisão.

Mas mesmo assim muitas pessoas não sabem em quem votar, nem os princípios políticos de cada partido. Por isso neste artigo venho dar a conhecer a Bússola Eleitoral (www.bussolaeleitoral.pt).  Este site tem um pequeno questionário (30 perguntas) que cobre várias áreas da politica, economia, educação, sociedade, etc. Ao fim de 5 minutos de respostas, ou menos tem a sua orientação politica apontada por esta bússola, que compara as suas respostas com a orientação politica de todos os partidos concorrentes às eleições.

Espero que ajude a esclarecer os mais indecisos / desinteressados e não deixem de votar.

Mesmo que se arrependam depois. :)

Opinião do Leitor

Posted by João Lemos on Set 09, 2009

Texto de José Rente, enviado no dia 09.09.2009 . Outras participações para: opiniaogranjense@gmail.com

UM GRANJENSE CANDIDATO A DEPUTADO

Ao ter conhecimento da inclusão nas listas a deputado de um Granjense em posição cimeira, não posso deixar de me congratular com tal facto e de apoiar tal decisão. Apoiaria tal decisão, independentemente do Partido a propor um Granjense para deputado. Porque a Granja merece. Porque tal pode contribuir para a realização das obras de que a Granja está tão carente.

No entanto, sabendo das qualidades do candidato em causa, pessoa que já deu provas de ser capaz de trabalhar em defesa dos interesses da terra, pessoa com capacidade de trabalho e sobretudo bom senso, congratulo-me com a escolha acertada que foi feita.

Tal facto de termos um candidato a deputado que reside na Granja, influencia necessariamente o meu sentido de voto. Mas se tal facto me parece relevante, entendo que não deve ser o único determinante que deve influenciar o meu sentido de voto.

Nessa análise, procurei, num exercício necessariamente subjectivo, outros “sinais” influenciadores por forma a alicerçar a minha orientação de voto nas próximas eleições legislativas. E procurei tais sinais na análise aos diversos programas eleitorais, com vista a identificar pontos de convergência com a minha forma de pensar, sobre duas questões que me parecem importantes para a futuro .

É esse exercício, necessariamente subjectivo, que entendo dever partilhar com os granjenses através deste Site: Opinião Granjense.

Vejamos então tais exemplos, na procura de “sinais” de convergência com o que entendo conveniente em duas matérias que considero essencial para vencer os desafios que se nos deparam.

Economia / Emprego e Competitividade

A economia deu já sinais de retoma. A diminuição do desemprego, historicamente, tem algum atraso em relação aos sinais de retoma, pelo que só no próximo ano, o reflexo da retoma se fará sentir nos números do desemprego. A diminuição do desemprego, é o grande desafio que o próximo Governo terá que enfrentar.

Vejamos então, resumidamente, como o enquadramento da temática do emprego e competitividade obedece a um modelo coerente, como resposta ás soluções necessárias para ultrapassarmos os desafios actuais, e permitam-me o exercício livre de interpretar de forma muito pessoal e por isso subjectiva, o sentido de prioridade que lhe é conferido nos diversos Programas em confronto. Como forma de criar mais postos de trabalho, torna-se necessário aumentar a competitividade das nossas Empresas, de forma a que satisfaçam um dos princípios da sua existência, o principio da continuidade.

Mas afinal o que é a Competitividade? Como medir a Competitividade? Podemos definir Competitividade, com base em salários baixos? Podemos definir Competitividade apenas com base nas exportações? Que sectores da economia eleger como mais competitivos? Procuremos as respostas para estas questões. É consensual que a competitividade de um país é de extrema importância para a melhoria do padrão de vida dos seus cidadãos. Existem várias abordagens para a definição de competitividade. A mais simples e difundida, é aquela que a relaciona com o desempenho das exportações. Mas o fenómeno da globalização não permite já uma análise tão simplista. A globalização é um fenómeno multidimensional e estruturado. Ele envolve simultaneamente a mobilidade de bens e serviços, a mobilidade das actividades produtivas, a mobilidade das tecnologias e a mobilidade dos homens. Ora, na aldeia global em que hoje nos situamos, definir competitividade com base nas exportações, é um jogo de soma nula, pois se uma região ganha, outra deve necessariamente perder (Porter, 1990).

A Competitividade baseada exclusivamente nas exportações é redutora. Devemos definir competitividade com base em salários baixos? Evidentemente que não! Os países que apostam em salários baixos como vantagem competitiva, não obterão mais que uma vantagem temporal e efémera, nunca obterão uma vantagem competitiva sustentada, pois jamais serão inovadores. Além do mais, Portugal não será mais, felizmente, competitivo com base em salários baixos. Há muito que abandonámos o pelotão dos mais mal pagos. Seria completamente errado e socialmente condenável, definir competitividade com base em salários baixos, pois jamais contribuiriam para a melhoria das condições de vida dos cidadãos. A Competitividade baseada em salários baixos é errada e socialmente condenável. Como definir então competitividade? A competitividade, segundo Porter, deve contribuir para a melhoria das condições de vida de uma nação (ou região).

Assim, para entender e poder mensurar a competitividade, deve-se entender e mensurar como ela influencia o padrão de vida de um País (ou região), que pode ser explicada por quatro atributos:

1. As condições de factores: dizem respeito à dotação de recursos necessários para que um País (ou região) possa competir com as demais. Assim, nesta condição, entram os Recursos Humanos, recursos físicos, infraestruturas, matérias-primas, culturas, etc.

2. As condições de procura: as condições de procura referem-se à qualidade do mercado comprador doméstico (do país). Num mercado exigente e sofisticado será mais fácil, para as empresas de um país adquirirem vantagem competitiva em relação aos demais, pois isso estimula a melhoria dos produtos e processos, estimulando também a inovação.

3. Existência de indústrias correlacionadas ou de apoio: diz respeito à condição das indústrias abastecedoras e relacionadas com a indústria. A presença no país de fornecedores competitivos permitindo um acesso rápido aos recursos necessários, contribui para o aperfeiçoamento do sistema produtivo.

4. Estratégia: refere-se ao ambiente no qual as empresas nascem, à forma como são organizadas e dirigidas e, também, ao modo pelo qual se estimula a rivalidade interna. Um ambiente de rivalidade entre empresas é propício para a competitividade, pois gera incentivos para a construção de estratégias, que melhoram a eficiência das empresas.

Estratégia,estrutura e rivalidade entre Empresas

Condições dos factores

Condições de procura

Indústrias conexas e de apoio

Estas quatro condições essenciais, a que Porter designou como diamante da competitividade, valem como um todo, já que nenhuma das quatro pontas do diamante, substitui a falta de qualquer outra. A qualidade dos Recursos Humanos como capital distintivo das empresas é fundamental. Só atendendo a esta matriz social, é possível definir correctamente competitividade.

Em resumo: A competitividade não pode nem deve ser equacionada com base em salários baixos ou em função apenas do volume das exportações. A competitividade tem de atender à forma como contribui para a melhoria das condições de vida das populações locais Com base nesta definição de competitividade, que atende à qualificação dos recursos humanos e à melhoria das condições de vida dos cidadãos, é acertada a escolha, para o desenvolvimento prioritário, dos sectores das energias renováveis, da indústria dos moldes, das tecnologias de informação, fileira floresta-madeira-móveis, a exploração económica do mar ou a aposta no turismo. Temos recursos, temos conhecimentos, temos consumidores, temos tradição nesses sectores. Parece-me perfeitamente acertada a eleição destes sectores como prioritários e merecedores de incentivos e desenvolvimento.

Descentralização e Reforma Administrativa

A Necessidade da Regionalização

Não tenhamos dúvidas de que, no próximo ciclo legislativo, a questão da regionalização dominará a agenda política. Mas como definir uma região? O que é uma região? Tenho para mim que uma região não é apenas uma superfície, um chão, uma plataforma onde se instalam as empresas. Uma região não é apenas uma entidade bidimensional, uma superfície com comprimento e largura. Uma região é uma entidade tridimensional. E a terceira dimensão de uma região, advém do empreendedorismo, das capacidades de mobilizar, da sedução para captar investimento. A terceira dimensão, advém da capacidade empreendedora das suas gentes, da qualificação dos Recursos Humanos. As preocupações com os problemas de desenvolvimento regional resultam do facto de se ter a consciência que o desenvolvimento deve ser feito de forma equilibrada entre as diversas regiões por forma a que, por um lado, os habitantes de uma região não tenham que se deslocar à procura de emprego, e por outro, que as áreas interiores do país não fiquem desérticas. Estas preocupações levam em conta, não apenas os efeitos sociais nefastos da concentração da actividade económica no espaço geográfico, mas também o aumento dos custos sociais que resultam da concentração populacional nas áreas metropolitanas. E no advento da regionalização, entendo que se devem combater as assimetrias regionais, nivelando o grau de desenvolvimento das sub-regiões que farão parte de uma mesma região, como forma de permitir, quando a regionalização chegar, a adopção de medidas gerais e uniformes, por forma a que toda uma região se desenvolva a velocidade constantes e segundo programas gerais. Digamos que há que fazer um trabalho preparatório como forma de enfrentarmos a chegada da regionalização sem sobressaltos. Importa pois combater desde já as assimetrias regionais, por forma a evitar a existência de vales de subdesenvolvimento, de depressões, que dificultem depois a adopção das soluções mais gerais. Ganha pois particular importância o combate às assimetrias regionais, processo que se deseja baseado na descentralização de competências para os municípios.

Em resumo: A regionalização permitirá a aproximação do poder decisório ao cidadão. Assegurará a fixação das populações nas regiões do interior e contribuirá decisivamente para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses. Não tenho dúvidas que a questão social, é o vínculo distintivo mais visível e diferenciador dos diversos Programas em confronto. Até porque, tenho para mim, que em períodos de crise económica, o investimento mais seguro, é aquele que aposta nas pessoas, na formação no empreendedorismo. Torna-se necessário investir, de forma a atender á matriz social que permita a criação de emprego e recuperação da economia. Se não for o Estado a assumir a realização das obras que permitam a “alavancagem” da economia, não haverá mais ninguém a fazê-lo. Numa conjectura económica, onde as poupanças diminuem, as exportações se retraem, o investimento privado diminui, cabe ao Estado, aumentar os gastos públicos, animar a economia, criando emprego, fazendo apelo a parcerias público/privadas. (sedução ao investimento). Analisando tais “sinais” que me ajudaram a alicerçar o meu sentido de voto, neste exercício necessariamente subjectivo e por isso mesmo passível de contraditório, verifiquei a sua plena compatibilização com o facto inicial de análise: Os Granjenses têm um motivo adicional para participar nas próximas eleições legislativas. Temos um candidato a deputado, residente na Granja do Ulmeiro, pessoa de reconhecida capacidade e qualidades humanas, que muito pode ajudar na concretização dos anseios colectivos da comunidade granjense.

Decididamente, eu já decidi (passe a redundância).

José Rente