Opinião do Leitor
Opinião do Leitor por Luís Rente: enviado dia 12 de Fevereiro de 2010.
Quem de nós nunca passou tempos infindáveis á entrada da Granja, no lado da estação de caminhos de ferro, dentro de um carro, devido ás más condições de transito que se verificam nessa estrada?
Quem de nós nunca presenciou filas enormes de carros, que quase dão um ar cosmopolita à aldeia, dando até ar de que vivemos numa grande cidade?
E quem nunca presenciou uma ambulância, ou outro qualquer veículo de serviço de urgência, presa no trânsito, à espera de poder passar, só porque não existe o minimo de espaço para dois veiculos se poderem cruzar em simultaneo, como seria de esperar, ainda por cima com a agravante de na mesma zona se efectuar a saída dos passageiros da estação de caminhos de ferro? E que soluções houve, ou haverão para se solucionar este grave problema?
Este problema começou a ser mais discutido, aquando das cheias de finais do ano 2000, início do ano de 2001, em que a Granja do Ulmeiro sofreu as consequencias mais directas e mais graves precisamente na zona da estação de caminho-de-ferro, levando mesmo a demolição da velha estação, e ao derrube de parte do muro, (lado norte), que separa a Rua da Estação, da área ferroviária, em boa hora substituído por rede urbana, transporte, dando maior beleza e integração ao espaço.
Aquando das obras levadas a cabo pela REFER, empresa responsável por toda a infra-estrutura ferroviária, terá havido um contacto informal, por volta de Abril desse ano, por responsáveis da Junta de Freguesia da Granja do Ulmeiro, para que o dito muro fosse recuado alguns metros, de modo a se poder alargar a estrada, e proporcionar uma maior segurança e conforto a todos os automobilistas que nela circulam.
A REFER, terá então manifestado disponibilidade para aceder a tal pedido, desde que o mesmo fosse oficial devendo a Junta formalizá-lo por carta.
Tal nunca veio a ser feito, perdendo-se a oportunidade de solucionar o problema. Sendo a posterior vedação em rede reposto pelo alinhamento do muro existente no seguimento, (em frente ao dormitório).
Chegados a Dezembro desse ano e porque a REFER trabalha com base em planeamentos e orçamentos anuais, sem que houvesse sinal de carta a formular o pedido, realizou-se a reabilitação do muro, e consequente o alargamento da estrada ficou inviabilizado. Sem meio de justificar a cedência de um terreno seu, a REFER não tem alternativa senão reconstruir o muro exactamente na mesma localização onde estava, como podemos verificar actualmente.
Até hoje, ainda ninguém conseguiu explicar cabalmente porque não se escreveu uma simples carta, que qualquer pessoa conseguiria escrever em 10 minutos, e que iria simplificar e melhorar o tráfego na Granja do Ulmeiro.
Alguns anos mais tarde, eis que realmente se tenta fazer algo para melhorar as condições de tráfego naquela rua.
É decidido proibir o estacionamento do lado dos edifícios, de automóveis, excepto táxis e veículos de cargas e descargas que sirvam os restaurantes que lá se encontram.
Uma medida que mereceu a total aprovação da população, e que de facto veio melhorar significativamente as condições tráfego naquela rua.
Mas eis que sem nenhuma justificação, se decide voltar atrás, e permitir que tudo volte ao mesmo. Ou seja, o estacionamento volta a ser permitido, afectando o volume de tráfego, e dificultando a passagem de qualquer veículo que tenha que entrar ou sair da Granja do Ulmeiro.
Assim se resumem as (poucas) tentativas até agora de melhorar as condições naquela via.
Quanto a outras possíveis alternativas, tem-se sugerido reabilitar a antiga “Fábrica de Arroz” de modo a que esta sirva de parque de estacionamento, ou então a construção de uma variante externa que ligue a zona da estação a Gabrielos.
Basta analisar os panfletos de campanha em alturas autárquicas para ver que este tema nunca passa de moda, mas obras e soluções em concreto ainda estão por aparecer.








A rua da Estação é mais um cancro da Granja do Ulmeiro e por ser tão actual, não deve ser um cavalo de batalha de que os partidos se servem na altura das eleições e depois esquecem.
Estou á vontade para falar acerca desta situação, porque alguns dos Senhores que falam mal do estacionamento na referida rua, sáo os mesmos que estacionam aqui, contra todas as normas do Código da Estrada, impedindo uma fila de trânsito e até impedindo a circulação dos peões no passeio.
É urgente regularizar e normalizar o trânsito na rua da Estação, colocando placas de paragem e estacionamento proíbido, para que os dois sentidos de trânsito circulem normalmente, mas é da responsabilidade da C. M. de Soure em conjunto com a Junta de Freguêsia da Granja do Ulmeiro, esta mudança, sem esquecer os agentes reguladores e fiscaliadores do Trânsito (G.N.R.).
Concordo com o que o Rui Manuel Lopes diz mas também há que dar opções a quem pretende estacionar na zona, como o Luis Rente referiu. A opção que acho mais viável é a reabilitação da antiga “Fábrica” de Arroz. Soluciona a questão do estacionamento (se bem que para isso deve haver sensibilização e fiscalização apertada para que não se continue a estacionar como agora) e sempre se dá uso a um espaço degradado. Quanto a esta possibilidade, as questões que se colocam são a compra do edifício em causa e se desta forma haverá fluidez do trânsito de forma efectiva.
Se se optar pela tal “variante externa que ligue a zona da estação a Gabrielos”, a parte do estacionamento não fica resolvida e é capaz de ser um processo mais demorado com expropriações de terrenos, estudos sobre qual o melhor trajecto por causa dos impactos que causa, enfim.
É uma questão de colocarem as sugestões à Junta e à Câmara formalmente e/ou pedirem uma reunião para que tal seja discutido.
A população normalmente reclama sempre com os políticos mas nós é que devemos orientar a política participando activamente nela;)
Eu sinceramente só gostava de saber o porquê de terem retirado os sinais que proibiam o estacionamento naquele local…Ora se estava ali um problema de anos e foi resolvido, porque razão haviam de retirar os sinais daquele local??
Aliás, era bom que tivessem dado uma explicação lógica para depois não surgirem histórias que diziam que tinham retirado os sinais dali porque altas patentes da nossa camara municipal tinham sido lá apanhadas com o carro estacionado… Não sou pessoa de acreditar em “boatos” mas o que é certo é que nunca ouvi outra versão.
Enfim…talvez a solução passe mesmo pelo estacionamento na antiga fábrica do arroz mas espero que n seja necessário escrever carta nenhuma para ninguém caso contrário continuaremos na mesma…
Tem razão o Rui Lopes quando diz que este problema não deve ser só lembrado em altura de eleições, por parte dos partidos políticos. Mas infelizmente é isso que se tem verificado na Granja, os problemas existem, mas só de 4 em 4 anos é que os responsáveis se lembram deles.
Por isso, como diz a Carolina Amado, temos nós que os orientar, não os fazendo esquecer de nós.
Este problema já esteve resolvido, mesmo que por breve tempo, mas devido a uma decisão tomada sem se saber bem porquê, dando origem aos “boatos” de que fala o Erection, voltamos a ter mais do mesmo.
O mais incrivel é que ninguem veio justificar este volte-face.
Nem mesmo os responsáveis politicos da nossa freguesia eleitos à assembleia municipal, que nem sequer nos informam do que se lá passa, e de qual o trabalho que fazem pela nossa localidade,como é da sua responsabilidade.
Ainda me lembro quando eram os próprios editores deste site a debater temas sobre a Granja.
Agora parece que já não existe vontade…
Caro Paulo,
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Cumprimentos.